Os sete dias da criação

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Os sete dias da criação

Se foram dias de 24 horas, ou longos e sucessivos períodos, não sabemos. A palavra “dias” tem vários sentidos. Em 1:5 emprega-se na acepção de luz. Em 1:8,13 parece significar dia de 24 horas. Em 1:14,16 parece querer dizer dia de 12 horas. Em 2:4 parece cobrir todo o período da criação. Em passagens como as de J1 2:18, At 2:20, Jo 16:23, “aquele dia” parece significar toda a era cristã. Em passagens como 2 Tm 1:12, parece referir-se à era depois da segunda Vinda do Senhor. E no SI 90:4, como em 2 Pe. 3:8, “um dia é para o Senhor como mil anos, e mil anos como um dia.” Assim, talvez seja melhor não dogmatizar muito sobre a duração dos seis dias da criação. Seja, porém, qual for sua duração, lembremo-nos de que a obra de cada dia concretizava-se como resultado do Fiat divino. Este capítulo não é um tratado de ciência, porém assemelha-se mais a um poema ou hino. Contudo, é muito de admirar a harmonia que existe entre ele e os conhecimentos modernos de biologia e zoologia.

O Primeiro Dia, 1:2-5

Luz (אֹ֑ור). A luz deve ter sido incluída nos “céus e na terra”, criados no “princípio”. Mas a superfície da terra devia estar ainda em trevas, porque a crosta terrestre, esfriando-se, coberta de águas ferventes, devia desprender névoa densa e gases que escondessem completamente a luz do sol. A luz, e a sucessão de dias e noites, apareceu na superfície da terra quando o processo de esfriamento diminuiu a densidade da névoa, o necessário para que a luz a atravessasse. Todavia, o próprio sol tornou-se visível somente no quarto dia.

O Segundo Dia, 1:6-8

O firmamento, chamado “céu”, aqui significa, atmosfera, ou camada de ar, entre a terra coberta d’água e as nuvens em cirna, atmosfera tornada possível pelo parcial esfriamento dessa água; a superfície da terra, porém, estava ainda quente, o bastante para produzir nuvens que ocultavam o sol.

O Terceiro Dia, 1:9-13

Terra e vegetação. Parece que, até então, a superfície da terra esteve inteiramente coberta d’água, porque o rompimento contínuo da crosta delgada, recém-formada, deve ter conservado lisa a superfície terrestre, como uma bola liquida. Mas a crosta, à medida que esfriava e engrossava e se tornava mais ou menos imóvel, começava a arquear-se, aparecendo então ilhas e continentes. Nada de chuva ainda, porém neblina densa regava a parte seca recém-formada, ainda quente devido ao seu próprio calor. O clima era tropical em toda parte; a vegetação deve ter crescido rapidamente e cm proporções gigantescas; devido às inúmeras submersões e sublevações alternadas da crosta, resultaram dessa vegetação as atuais jazidas de hulha.

O Quarto Dia, 1:14-19

Sol, lua, estrelas. Devem ter sido criados “no princípio” . No “primeiro dia” sua luz deve ter atravessado a bruma da terra, 1:3, ao mesmo tempo ficando eles invisíveis. Agora, porém, devido à menor densidade das nuvens, resultante de mais esfriamento da terra, tornaram-se visíveis da terra. As estações vieram quando a superfície terrestre deixou de ser aquecida de dentro, passando a depender do sol como única fonte de calor.

O Quinto Dia, 1:20-25

Animais marinhos e aves. Note-se a progressão: 1.° e 2.° dias, coisas inanimadas; 3.° dia, vida vegetal; 5.° dia, vida animal.

O Sexto Dia, 1:24-31

Os animais terrestres e o HOMEM . Pronta por fim a terra para ser moradia do homem. Deus o fez à SUA PRÓPRIA IMAGEM e deu-lhe domínio sobre a terra e todas as criaturas dela. Deus viu tudo quanto fizera e achou-o “muito bom”, 1:4, 10, 12, 18, 21, 25, 31. Logo, porém esse quadro se tomou escuro. Deus deve ter sabido de antemão que isso aconteceria, e deve ter considerado toda a obra da criação do homem apenas como um passo avante na direção do mundo glorioso que há de proceder daí, como se diz nos últimos capítulos do Apocalipse.

O Sétimo Dia, 2:1-3

Deus descansou. Não completamente, Jo 5:17, mas com relação a essa obra criadora específica. Foi isso em que se baseou o sábado, ê x 20:11. Note-se que não houve “tarde” no dia sétimo. H á nisso uma referência mística ao céu, Hb 4:4,9. Sobre o número “sete” ver as págs. 133, 612. Esse número pode figurar, na feitura do universo, de alguma maneira que escapa ao conhecimento humano.