Os negros na Bíblia

No estudo de hoje abordaremos algo interessante, “Os negros na Bíblia”. Esse breve estudo não tem por objetivo esmiuçar de forma pormenorizada o assunto, mas vem como uma vacina contra o pensamento preconceituoso de muitos teólogos cristãos que ensinam em suas salas, que os negros na
África são malditos por conta da cor da pele.
Quando leio ou escuto um cristão dizer um absurdo desse eu fico triste, pois encontro em seus argumentos certo grau de subjetivismo, narcisismo e uma total ignorância com relação ao assunto e a Palavra de Deus. Por isso, é importante conhecermos um pouco do assunto. Chega de conversa, vamos ao que interessa!
Com o fim da construção da Torre de Babel, os descendentes de Sem, Cam e Jafé se espalharam pela terra. Os filhos de Jafé fizeram a jornada primeiramente para o Norte (Europa); os filhos de Sem se espalharam nomadicamente através do Oriente Médio e os filhos de Cam se mudaram primeiramente para o Sul da Arábia, África e India.
Entretanto, os três grupos raciais continuaram a ser representados em Sinar, mais tarde chamado de “Babel”ou “Babilônia”em memória do local onde Deus confundiu as suas línguas. (Ironicamente, nós ainda nos referimos à fala confusa como Babel). O grupo dominante de pessoas em Sinar foram os Cusitas. O bem conhecido estudioso da Bíblia Merril F. Unger argumenta que a Mesopotâmia do sul (Babel) era o nome original dos Cusitas descendentes de Cam. R. K. Harrison, um eminente estudioso branco, escreveu, “Cerca de 4.000 A.C., um povo de calibre intelectual superior, conhecidos como Sumérios, ocopavam a Suméria…Eles eram um grupo
escuro (preto)”.[A]

Em um artigo da Revista Ciências Hoje das Crianças [B] ela relata que “Você já deve
ter reparado que em lugares onde o Sol é mais intenso, como na África, as pessoas, em geral, têm a pele mais escura. Por outro lado, a população de lugares com menos Sol, tem a pele mais clara”.
A pele escura da maior parte dos africanos é conseqüência de um pigmento chamado
melanina, que age como um guarda-sol natural, protegendo a pele da incidência de raios
solares. Já as pessoas com pele clara nessas regiões de muito Sol correm risco de
desenvolverem doenças como o câncer de pele.
Em outras palavras, quanto mais escura a pele, mais protegida ela esta dos efeitos
negativos dos raios solares. Assim, ao longo de milhares de anos, nos lugares mais
ensolarados, os humanos de pele escura tiveram mais sucesso em sobreviver e ter filhos. Isso porque a seleção natural fez com que a pele escura se tornasse mais comum.
Por outro lado, em lugares com menos Sol, como na Europa, ter a pele clara é uma
vantagem. Nessa região do planeta, a intensidade da luz solar é muito menor. O inverno lá é mais longo e com menos luz. Nesse caso, a pele escura não traria uma vantagem tão marcante.
Na verdade, ter a pele mais clara nessas regiões facilita a absorção e o uso da pouca luz
disponível, para que o organismo produza vitamina D, que é fundamental para o
desenvolvimento dos ossos, por exemplo. É pó isso que podemos dizer que as pessoas de pele clara, pela seleção natural, foram favorecidas na Europa.

Através dessas pequenas provas vemos que essa conversa de que o negro é maldito por causa da cor da pele é balela. Pois a maldição bíblica não está intríseca na cor do ser humano e sim em seus atos. Chega dessa idéia ridícula de que somente os brancos é que tem a benção, não é isso que vemos na Europa e nas Américas que sofrem diariamente por não reconhecerem Jesus como único e suficiente Salvador e por viverem uma vida depravada moralmente. Cabe a nós se perguntar “Será que onde se concentra mais brancos, a população usufrui de mais bençãos do que os negros na África?” “O que seria essa benção, possessões, fortuna, exclusivismo e etc?”
Era mais ou menos esse tipo de conceito que imperava na mentalidade dos judeus na época e Jesus, eles se achavam um povo exclusive e detentor das bençãos de Deus, enquanto para eles, os outros povos estavam debaixo de maldição. Vemos isso na passagem da mulher samaritana em João 4: 9-10 “…os judeus não se comunicavam com os samaritanos”. E quem mais, além do Salvador, para quebrar esse preconceito diabólico e levar a salvação aquele povo?
Em sua biografia, o Ev. Reinhard Bonnke, alemão de origem, conta como viveu na época do regime Apartheid na África do Sul, ele, foi contra esse sistema diabólico, desde quando conheceu, sofreu perseguição do governo, que por várias vezes lhe cobravam uma postura a favor do regime.[3]
Hoje, Reinhard Bonnke é querido na África, pois foi capaz de mostrar a Cristo para  irmãos africanos. Se quisermos realizarmos a obra de Cristo com excelência e conseguirmos dar frutos devemos repudiar toda e qualquer eisegese preconceituosa e divorciada das Sagradas Escruturas, que apresenta a Deus como um injusto e que torna seus seguidores em racistas e preconceituosos.

1 – William Dwight McKissic, raizes biblicas dos negros.

2 – REVISTA CIÊNCIA HOJE DAS CRIANÇAS Alinhavando a História. Brasília:

Ministério da Educação, 2ª Edição, Página 09, outubro de 2010.
3- Vivendo um vida de fogo, BONNKE, Reinhard.

Por: Ev. Luiz Flávio Curvelo de Jesus