AMASIADOS – DR WAGNER PEDRO LIMA

Tempo de leitura: 10 minutos

Hey, você já conheceu o Curso do Pregador Vocacionado? Um curso incrível, que tem ajudado a vida de milhares de pessoas que tinham dificuldades para elabora e entregar um sermão.
Esse CURSO é completo, dedique um tempo e invista nessa área clique aqui para saber mais….

TEMA: SOU BATIZADO HÁ ANOS, MAS NÃO ME DEIXAM CEAR, PORQUE SOU AMASIADO COM UMA PENSIONISTA DO EXÉRCITO. A IGREJA ESTÁ CERTA?

INTRODUÇÃO: ARGUMENTOS

  1. ARGUMENTO TEOLÓGICO
  2. ARGUMENTO JURIDICO
  3. ARGUMENTO SOCIOLÓGICO
  4. ARGUMENTO ECLESIOLÓGICO
  5. ARGUMENTO ÉTICO

1 – TEOLÓGICO

PERÍODO DA INOCÊNCIA (MOMENTO SEM LEI CIVIL ESCRITA)

Período da Inocência (Gênesis 1:28-30 e 2:15-17). Neste período, os mandamentos de Deus eram (1) povoar a terra, (2) dominar a terra, (3) ter domínio sobre os animais, (4) cuidar do jardim, e (5) abster-se de comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Ela foi levada ao fim pela desobediência de Adão e Eva em comer o fruto proibido e sua expulsão do jardim.

Foi neste período que o casamento foi instituído por Deus para a formação de família que serviu de base para formação da sociedade.

Baseado em Genesis 2:24 destaca-se as principais características do casamento:

  1. a) Heterossexualidade
  2. b) Monogamia
  3. c) Unidade
  4. d) Intimidade
  5. e) Perpetuidade

ENTENDEMOS QUE DEUS INSTITUIU O CASAMENTO, MAS DEIXOU A CRITÉRIO DO HOMEM A FORMA DE COMO SERIA RECONHECIDO.

PERÍODO DA LEI (O HOMEM ESTÁ ORGANIZADO EM SOCIEDADE E CRIA A FORMALIDADE)

 
 

Neste período o homem já tem consciência do certo e do errado, já se estabeleceu em sociedade tendo um governo humano, e criou leis para servir de freios morais.

Desta forma, o casamento passou a ser regido por normas de ordem pública que define seus efeitos jurídicos impondo deveres e direitos aos cônjuges.

Nas palavras do doutrinador e jurista JOSE CARLOS MOREIRA ALVES:

“No Direito Moderno, em geral, o casamento surge através do ato consensual, solene, diante de uma autoridade competente.”

ANACRONISMO

Muitos questionam: Mas na época de Adão e Eva não existia formalidades para o casamento porque hoje se deve exigir?

A revelação de Deus para o homem conforme vimos acima foi progressiva. E no casamento não foi diferente, passou por uma evolução histórica.

Não podemos cometer o que em teologia se chama anacronismo (interpretação em desacordo com o uso atual). Neste sentido, temos que entender o que é casamento a partir do aqui e agora.

*****************************************************************************

2- JURIDICO

O casamento é o instituto jurídico previsto no artigo 226, § 1 da Constituição Federal que diz:

Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.

  • 1º O casamento é civil e gratuita a celebração.

 Por sua vez a união estável é o instituto jurídico previsto no artigo 226, § 3 que diz:

  • 3º Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.

O simples fato de estarem em parágrafos diferentes para um bom hermeneuta jurídica pode se perceber que se trata de institutos jurídicos diferentes.

DE MAIS E MAIS, O QUE PODEMOS PERCEBER É QUE EXISTE APENAS UMA EQUIPARAÇÃO DA UNIÃO ESTÁVEL COM O CASAMENTO, NO QUE DIZ RESPEITO HÁ ALGUNS DIREITOS CIVIS, PORÉM SÃO DOIS INSTITUTOS JURÍDICOS DIFERENTES.

NO CASO DA UNIÃO ESTÁVEL É A SITUAÇÃO EM QUE O CASAL NÃO QUER ASSUMIR TODAS AS RESPONSABILIDADES IMPOSTA PELA LEI NO QUE DIZ RESPEITO ÀS OBRIGAÇÕES UM PARA COM O OUTRO.

*****************************************************************************

3- SOCIOLÓGICO

Nas palavras do TEOLOGO ALEMÃO HANS WALTER WOLFF vejamos o que diz acerca da formalidade do casamento:

“O casamento se estabeleceu juridicamente pela primeira vez quando um homem livre tomou por esposa uma mulher que amava, pagando ao pai dela o dote.”

CASAMENTO DENTRO DO JUDAÍSMO

NO PERÍODO DOS REIS

Era costume se fazer um CONTRATO DE NOIVADO (YÃ’AD) QUE SIGNIFICA “NOIVADO”.

Posteriormente os pais faziam um CONTRATO DE CASAMENTO (HÃTUNNÂ) QUE SIGNIFICA “BODAS”.

NO PERÍODO PÓS-CATIVEIRO DA BABILÔNIA

Continuou o costume de fazer CONTRATO DE CASAMENTO (KETUBAH) QUE SIGNIFICA “COISA ESCRITA”.

EPOCA MEDIEVAL

Vemos a palavra em latim “casamentum” que significa “terreno com uma habitação instalada”. Este se prende ao fato que os nobres ofereciam terrenos ou casas como pagamento do dote, essa era a condição formal para o casamento.

*****************************************************************************

4- ECLESIOLÓGICO

Para fins legais a igreja se equipara a uma associação nos termos doARTIGO 53 DO CÓDIGO CIVIL.

Artigo 53 do Código Civil Brasileiro:

“Art. 53. Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizam para fins não econômico”.

Nesse sentido temos o que preceitua o ARTIGO 5º, INCISO XX DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL “NINGUÉM É OBRIGADO A SE ASSOCIAR OU FICAR ASSOCIADO”.

PELO EXPOSTO, A IGREJA É NSTITUIÇÃO [UMA PESSOA JURÍDICA] COM DIREITOS E DEVERES, E PODE SIM DETERMINAR QUAIS OS REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA ADMITIR MEMBROS, PROCURANDO MANTER SEMPRE A BOA IMAGEM PERANTE A SOCIEDADE, AGINDO COM PRUDÊNCIA E EM HARMONIA COM A LEI.

Cumpre mencionar a Declaração de Fé das Assembleias de Deus ligado a CGADB:

Sobre o Estado:

  1. As autoridades constituídas.Reconhecemos a legitimidade das autoridades constituídas e ensinamos nossa submissão a elas: “Por isso, quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus;e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação[…].Portanto, é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência”(Rm 13.2,5);

Em caso de conflito entre as normas emanadas do Estado e a Bíblia, esta prevalece sobre aquelas:“Mais importa obedecer a Deus do que aos homens”(At 5.29)

Sobre o casamento:

  1. Casamento ou união matrimonial. Pelo casamento, um homem e uma mulher, por livre consentimento, decidem unir-se mediante um pacto solene, do qual o Senhor Deus é a principal testemunha, e na condição de cônjuges sob os aspectos legal, formal, moral e espiritual, prometem viver em fidelidade mútua, até que a morte os separe.

5- ÉTICO

No caso em tê-la foi proposto que a pessoa não quer se casar para que não perca a pensão alimentícia.

É sabido que a pensão se trata de uma renda mensal paga pelo governo para viúva ou filhos menores dependentes da previdência social (necessitados).

O que deve ser esclarecido é que o casamento não coloca fim ao recebimento da pensão de forma automática, ou seja, não significa necessariamente a perda da pensão.

Naqueles casos em que houver uma emancipação financeira, no sentido de haver uma mudança financeira para maior ou equiparado, deixando a pensionista de necessitar deste sustento, dai sim, e tão somente, a pensão será revogada, desde que comprovado pelo Poder Público.

DESTA FORMA, SE COM A NOVA UNIÃO HOUVER A EMANCIPAÇÃO DA RENDA, POUCO IMPORTANDO SE TRATA DE UNIÃO ESTÁVEL, CONCUBINATO OU CASADO, NÃO É ÉTICO CONTINUAR RECEBENDO A PENSÃO. 

6- CONCLUSÃO

Deus instituiu o casamento, e como coroação do mesmo o sexo entre o casal. Não obstante a isso, qualquer tipo de relação sexual fora do casamento é uma imoralidade nos termos da Bíblia Sagrada.

Uma vez que a pessoa foi aconselhada a regularizar a situação, e não faz independente se por motivo pessoal ou de outrem, encontra-se em uma situação de pecado.

Esclarecemos ainda, que a igreja é o grupo de cristãos que se reúnem para o exercício da Fé por meio do cumprimento das ordenanças registradas na bíblia (manual de regra e prática) realizando os sacramentos (batismo e ceia).

Desta forma, vamos entender que o pastor que é um guia espiritual, deve aconselhar e repreender o membro que esteja em pecado, com o objetivo de preservar a moralidade do corpo de cristo, preservando inclusive a imagem da igreja perante a sociedade.

Embora vejamos base bíblica até para exclusão de membros, entendemos que seja uma medida extrema, apenas no caso da pessoa não aceitar em hipótese alguma a repreensão.

Em 1 Coríntios 5:1,2,4,5,9-13 Paulo orienta a expulsar da igreja um homem que estava tendo um caso imoral com a própria madrasta.

No caso das pessoas amasiadas observamos que geralmente acontece por dois principais motivos:

O primeiro pelo receio de perder uma pensão do governo, dai vamos perceber o que diz a Palavra que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males [I Timóteo 6.10]. Essa pessoa precisar crer que Deus é sabedor e conhecedor de todas as coisas e que Deus suprirá todas as suas necessidades;

Ou por segundo, é pelo fato da outra pessoa não aceitar se casar, dai nos diz a Palavra para não nos prendermos em um julgo desigual com um descrente [II Coríntios 6:14-15]. Essa pessoa deve se afastar de corpos ou caso insistir em morar junto, deverá ficar em castidade sexual.

Independente de qual for o caso, cabe ao pastor orientar a pessoa a se casar, e cabe a esta pessoa obedecer e regularizar a situação diante da sociedade, igreja e principalmente diante de Deus. Pois temos que ter em mente que a pessoa tem livre arbítrio, e a mudança na vida da pessoa está muitas vezes preso na decisão que ela não toma. Não nos esqueçamos de que Deus não toma o culpado por inocente, e nesse caso temos a figura de dois solteiros vivendo como se fossem casados.

Evidentemente que sabemos que esse tipo de decisão é delicada e a Igreja não deve impor nada a pessoa, porém por outro lado a igreja não deve fazer concessões de forma alguma.

A porta continua estreita assim como o caminho continua apertado [Mateus 7:14]. E o evangelho de Nosso Senhor Jesus continua sendo o de renúncia [Mateus 16:24].

Não obstante a isto, muito alegam que Judas participou da Ceia, o que é um ledo engano, pois na verdade, Judas participou da última pascoa, e podemos até dizer que ali os discípulos ainda não estavam nem convertidos, afinal de contas, sabemos que Judas traiu, Pedro negou e os outros fugiram.

Mas observamos que depois da morte, ressureição e ascensão de Jesus aos céus, os discípulos mudaram suas atitudes e iniciaram o ministério, e a partir de então, vemos que fica instituída a Ceia em memória do Senhor Jesus.  

Por fim, vemos as orientações de Paulo para a igreja em Coríntios, onde muitos para defender o liberalismo moral, alegam o fato de ter a recomendação “que cada um deve examinar a si mesmo”. Muito embora tal afirmação seja verdadeira, não podemos deixar de mencionar ainda, que todos os que ali se reuniam para cear já eram membros da igreja naquele lugar, o que significa dizer, que a ceia é para membros, razão pela qual, voltamos ao inicio da discussão no ponto em que digo que a igreja pode sim determinar quem será ou não admitido como membro.

Espero que esta postagem tenha sido esclarecedora para tua vida.

Fraternalmente,

WAGNER PEDRO LIMA

Conheça mais do ministério Wagner Pedro: