Título: Manter a plenitude do Espírito através de louvor e humildade EF. 5:18 – Dr Wagner Pedro Lima

  1. Contexto da carta
    Éfeso era um importante porto da Ásia Menor, localizado perto da atual Izmir. Tratava-se de uma das sete igrejas a quem Jesus endereçou suas cartas em Ap 2-3.
    Embora Paulo já tivesse estado em Éfeso antes (At 18.21), ele foi ministrar lá pela primeira vez no inverno de 55 dC. Lá ele ministrou por dois anos inteiros (At 19.8-10), desenvolvendo um relacionamento tão profundo com os efésios que sua mensagem de despedida a eles é uma das passagens mais emocionantes da Bíblia (At 20.17-38).
    Enquanto estava preso em Roma, Paulo escreveu aos Efésios.
  2. ES é uma pessoa.
    A figura de linguagem que Paulo apóstolo usa, pode parecer que o ES é como um liquido, gás ou uma força, e que nós somos um vaso.
    Ele não é uma coisa, mas ele é a terceira pessoa da Santíssima Trindade. Logo, ser cheio do ES é ser cheio de Deus.
    Não somos nós que controlamos o ES, mas é exatamente o contrario, ser cheio quer dizer que é ele que irá nos controlar.
    Ser cheio do ES não significa que a pessoa será tão poderosa que vai mandar em Deus, ao contrário, quanto mais cheio, mas obedientes somos.
  3. Paulo só menciona “Espírito”
    Porém ele é conhecido como Espírito Santo para fazer um contraste ao espírito humano e ao espírito maligno (demônio). Ou seja, palavra adjetiva com a maior qualidade que é a “santidade”.
    O que significa então ser cheio do ES?
    Paulo faz um contraste entre um embriagado e uma pessoa cheia do Espírito.
    Conforme comentário de Champlim, em Efeso se fazia culto de Dionisio no qual esse deus pagão era propositadamente adorado em meio a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas, a fim de provocar ao maximo o delírio dos participantes.

“…no qual a dissolução”. No grego é “asotia” que significa “deboche”, “dissipação”, “devassidão”. Estão em foco os atos dissolutos de toda a forma, principalmente os excessos sexuais, o que se verifica sem importar se o alcoolismo esta associado ou não a uma adoração pagã antiga.

“…mas enchei vos do Espírito…”. O arrebatamento de sentidos provocado pelas bebidas alcoólicas é um êxtase falso. O Santo Espírito de Deus provoca alteração e elevação do espírito humano, conferindo-lhe alegria e satisfação.

“….enchei vos….”. No original grego o tempo presente desse verbo é provavelmente em sentido progressivo, como se Paulo tivesse escrito “… ide-vos enchendo… “, em um processo continuo e crescente de enchimento. Esse e o ideal. Um individuo pode dar preferência ao vinho ou ao Espírito Santo, pois uma antítese esta em foco aqui. O vinho degenera; o Espírito Santo eleva. O vinho conduz ao deboche; o Espírito Santo enobrece. O vinho nos torna selvagem; o Espírito Santo nos torna celestiais.

“…do Espírito..” . Mostram-nos qual é o “instrumento” desse pleno enchimento, mas, de acordo com as exigências do contexto, também mostram-nos qual é o elemento que nos enche. O dativo, no original grego, não indica o Espírito Santo como o elemento pelo qual somos cheios, mas o verbo exige a ideia de sermos cheios pelo Espírito, o que se verificara em maior ou menor grau, dependendo muito daquele que o recebe.

  1. Conclusão

Os pagãos,em seus ritos idolatras, pretendiam estar tomados pela influencia do deus a que adoravam; mas tudo não passava de um engano, pois geralmente suas cerimônias tinham de contar com a ajuda definitiva das bebidas alcoólicas, o que os deixava agitados, como se isso fosse o êxtase de que necessitavam. Por outro lado, ha um enchimento autentico do crente com o Espírito de Deus, o que produz sua correspondente elevação do espírito, em verdadeiro êxtase espiritual.

Em EF 5.18, o ES é a fonte através da quais todos devem ser continuamente cheios.

Deixe uma resposta