Questionário: O Desafio da Evangelização – Por Dr Wagner Pedro Lima

Questionário: O Desafio da Evangelização – Por Dr Wagner Pedro Lima

1) A teodiceia é um complicador ou uma oportunidade para o evangelismo?
R: Inicialmente cumpre esclarecer o que é teodiceia. De forma simples, podemos dizer que é a resposta para seguinte pergunta: Se Deus existe porque existe o mal?  Neste sentido os teólogos fazem a defesa da Soberania de Nosso Criador pelas razões contidas nas Sagradas Escrituras.
Se atendo a questão se o mal no mundo complica ou gera oportunidade na evangelização, isto vai depender muito da sabedoria de quem pretende evangelizar.
Recentemente, tivemos a morte do ator global Domingos Montagner, após seu óbito, rapidamente muitos despreparados atacaram nas redes sociais o finado ator, querendo fazer pensar que o mesmo foi severamente punido por Deus, evidentemente que isso trouxe repúdio dos familiares, distanciando os mesmos da mensagem da cruz. Se ao invés de duras críticas, as pessoas estimassem as condolências, teria ali surgido a oportunidade de pregar a mensagem da cruz, afinal de contas, em períodos de perdas de entes queridos, velórios e sepultamentos as pessoas têm a tendência de refletir sobre a vida e religião.2) Quais os principais mitos sobre religião?
R: Os três mitos apresentados pelo comentarista Claudionor de Andrade são:
Mito um: todas as religiões são boas
Mito dois: todas as religiões levam a Deus
Mito três: nenhuma religião é verdadeira3) Como a apologética cultural pode ser utilizada como ferramenta para evangelização?
R: Apologética refere-se a uma resposta cristã a uma acusação legal, perseguição religiosa, acusação ou investigação no sentido estrito da palavra defesa. Mas essa defesa tem que levar em conta a cultura de cada lugar. No Antigo Testamento, lemos sobre o encontro de Deus com o deus dagom (I Samuel 5: 1-12).  A visão cultural dos filisteus era politeísta. Eles haviam capturado a Arca da Aliança dos hebreus e colocado no templo de dagom. Mas na manhã seguinte a estátua foi encontrada com o rosto em chão. Isso também tinha seu significado na cultura daquele povo, era como se dagom assumisse a forma de servo diante dos Deus dos hebreus. Paulo fez o mesmo em Atenas (Atos 17:16 ss) ao confrontar a cultura do paganismo daquele povo. Neste sentido. A apologética é um instrumento de evangelização para desmascarar as culturas falsas que permeiam em nossa sociedade, pois devemos usar a Palavra da verdade para confrontar os que estão cegos espiritualmente.4) Devemos evangelizar os desigrejados ?
R: Devemos evangelizar os desigrejados ou também conhecidos como sem igrejas. Evangelizar é o exercício do evangelismo. Evangelismo é a pregação do evangelho. Evangelho é as boas novas de salvação. Aqui chegamos no ponto, dentro da ideia de boas novas, existem sim, as restrições, pois como pode-se observar, não existe mensagem de salvação sem mensagem de arrependimento. Quando falamos de arrependimento, falamos de estar em pecado deliberado, ou seja, de errar o alvo, e na modesta opinião deste professor, aqueles que não participam da comunhão com os irmãos, ou seja, que não se reúnem de forma alguma com seus irmãos, que não participam das ordenanças do Mestre Jesus, estão em total desvio da Palavra da Verdade e devem sim, serem novamente evangelizados para retornarem ao caminho da Palavra.5) Devemos evangelizar as crianças?
R: Sim devemos evangelizar as crianças. Todos pecaram (logo não existe exceção para não ouvir a mensagem do evangelho). É sabido que todos herdaram o que a teologia denomina de pecado original, nascemos com a natureza pecaminosa, que fatalmente nos conduz a pecar contra nosso criador. O que ainda se discute é quando se alcança a capacidade para cometer o pecado? Haja vista que um recém-nascido não tem condições de praticar ações, sendo totalmente dependente de um adulto. Todavia, não existe na ciência um consenso sobre qual a idade exata que se adquire uma capacidade mínima de discernimento, sendo que existem diversas teses sobre o assunto. Neste sentido, não cabe a nós, por nossas próprias conjecturas, querer pensar qual criança ou não, é desprovida de maldade, pois certamente em alguma fase da vida, essa maldade será exteriorizada. Desta forma, cabe a nós, desde a mesma tenra idade da criança, ensina-las a ouvir e compreender a maravilhosa Graça de Jesus Cristo, assim estaremos cumprindo nosso dever de evangelistas.6) O que é evangelização integral?
R: Segundo o comentarista Claudionor de Andrade consiste na proclamação simultânea do Evangelho em todos os âmbitos: local, nacional e transcultural.

7) É pecado não evangelizar?
R: Sim. Pois foi uma ordenança do próprio Mestre Jesus. Temos o dever de evangelizar, pois estamos neste mundo na condição de Embaixadores da Pátria Celestial. (Mateus 28:19,20).

8) Qual o teor da mensagem do evangelho?
R: O Evangelho é o projeto de missões que se iniciou com nosso Deus. Apresenta a reconciliação entre Deus e o homem, através da religação feita na Cruz. Neste sentido, aplacando a ira de Deus contra todo pecador, provendo a oportunidade de salvação para todo que crer. Porém, não existe mensagem de salvação se não houver perdido, o que significa dizer, que o evangelho é ao pecador, razão pela qual, o teor do evangelho é o arrependimento para alcançar a Graça da salvação. Não podemos pregar sem dizer ao pecador que ele deve abandonar seus pecados, pois isso seria um falso evangelho.
Não há salvação sem arrependimento;
Não há arrependimento sem convicção de pecado;
Não há convicção de pecado sem confronto com a Lei de Deus e sua Santidade.

9) O evangelho é inclusão e/ou transformação? Explique
R: O Evangelho é de inclusão, pois tem uma mensagem universal, sendo certo que Deus não faz acepção de pessoas. Mas após a pessoa ser alcançada pelo Evangelho, se de fato esta pessoa aceitar a mensagem, ela deverá negar a si própria, e a Palavra irá fazer a limpeza e regeneração nesta vida. Com efeito, naturalmente, haverá a transformação, pois aqueles que tem um encontro verdadeiro com Jesus, jamais permanecem da mesma forma.

10) Igreja em células é um método aceitável para a evangelização?
R: Sobre igrejas reunidas em células, cumpre mencionar que é em vão procurar um único fundador ou apontar uma única denominação evangélica que as utiliza. Cumpre mencionar que por causa de pessoas não comprometidas com o verdadeiro evangelho, se criou um preconceito sobre o método e duras críticas por parte de alguns na rede web.  Esta resposta não tem o escopo de esgotar o assunto tão pouco de fazer a tentativa de uma defesa, mas apenas de esclarecer o assunto. De antemão, quero dizer que não podemos generalizar em nossas respostas e devemos examinar a todas as coisas com prudência.  O que posso dizer é que esse movimento trabalha com reuniões nas casas, cuja qual é designado um líder para ficar responsável pelos frequentadores, e sabidamente o líder é instruído de acordo com a visão da igreja que representa. O fato é que, atingindo-se determinado número de pessoas na reunião semanal ou mensal, automaticamente, é incentivado pelos pastores a se iniciar uma nova célula em uma nova residência e assim sucessivamente (razão pela qual também é conhecido como pequenos grupos), esse efeito cascata faz com que o trabalho da igreja principal seja expandido. Não foge muito do que as igrejas pentecostais chamam de “pontos de pregação”, o detalhe que os que assim o fazem, se organizam como se fossem empresas de pirâmides e o trabalho rapidamente se espalha, as vezes sem muita qualidade, porque se demora para formar um bom obreiro. O que vai determinar se a evangelização nesses moldes é ou não aceitável, não é o método em si mesmo, mas SE o líder aposto é um obreiro preparado para a tarefa, e SE no local da célula se prega a genuína Palavra de Deus. Por fim, quero deixar registrado, que conheço trabalhos falsos funcionando em células, porém conheço também trabalhos sérios que estão dando muitos frutos para o Reino de Deus.

Por: Dr. Wagner Pedro de Lima
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