O Conhecimento de Deus

Texto:- Oséias 6.1-6.

“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor”.
INTRODUÇÃO:- A maior fraqueza na igreja hoje é uma falta do conhecimento de Deus. Muitos são como os samaritanos, de quem Jesus disse: “Vós adorais o que não sabeis;” (João 4:22). João 17:3 mostra a importância de conhecer a Deus: “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”. O que poderia ser mais importante que isso?
Todavia, a palavra da profecia é verdadeira hoje: “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento” (Oséias 4:6). Era do conhecimento de Deus do que o povo de Deus carecia nos dias dessa profecia. O versículo 1 deixa isso claro: “Na terra não há verdade, nem benignidade, nem conhecimento de Deus”. Como isso é verdadeiro hoje de novo!
Nos dias de Oséias, a igreja tinha rejeitado o conhecimento. Especialmente os sacerdotes, seus líderes espirituais, tinham rejeitado o conhecimento e esquecido a lei de Deus. Assim, Deus ameaçou esquecer seus filhos e tornar a honra deles em vergonha (v. 6, 7). Se ao menos a igreja de hoje ouvisse essa Palavra de Deus, e visse que Deus está trazendo esses julgamentos sobre ela também! Oh! se a igreja retornasse ao Senhor e fosse curada!
SOBRE O CONHECIMENTO HUMANO
Conhecimento é o ato ou efeito de abstrair ideia ou noção de alguma coisa, como por exemplo: conhecimento das leis; conhecimento de um fato (obter informação); conhecimento de um documento; termo de recibo ou nota em que se declara o aceite de um produto ou serviço; saber, instrução ou cabedal científico (homem com grande conhecimento).
O tema “conhecimento” inclui, mas não está limitado a, descrições, hipóteses, conceitos, teorias, princípios e procedimentos que são úteis ou verdadeiros. O estudo do conhecimento é a gnoseologia. Hoje existem vários conceitos para esta palavra e é de ampla compreensão que conhecimento é aquilo que se sabe de algo ou alguém. Isso em um conceito menos específico.
O conhecimento pode ainda ser aprendido como um processo ou como um produto. Quando nos referimos a uma acumulação de teorias, ideias e conceitos o conhecimento surge como um produto resultante dessas aprendizagens, mas como todo produto é indissociável de um processo, podemos então olhar o conhecimento como uma atividade intelectual através da qual é feita a apreensão de algo exterior à pessoa.
A definição clássica de conhecimento, originada em Platão, diz que ele consiste de crença verdadeira e justificada.
Aristóteles divide o conhecimento em três áreas: científica, prática e técnica.
Além dos conceitos aristotélico e platônico, o conhecimento pode ser classificado em uma série de designações / categorias:
Conhecimento sensorial: É o conhecimento comum entre seres humanos e animais. Obtido a partir de nossas experiências sensitivas e fisiológicas (tato, visão, olfato, audição e paladar).
Conhecimento intelectual: Esta categoria é exclusiva ao ser humano; trata-se de um raciocínio mais elaborado do que a mera comunicação entre corpo e ambiente. Aqui já pressupõe-se um pensamento, uma lógica.
Conhecimento vulgar/popular: É a forma de conhecimento do tradicional (hereditário), da cultura, do senso comum, sem compromisso com uma apuração ou análise metodológica. Não pressupõe reflexão, é uma forma de apreensão passiva, acrítica e que, além de subjetiva, é superficial.
Conhecimento científico: Preza pela apuração e constatação. Busca por leis e sistemas, no intuito de explicar de modo racional aquilo que se está observando. Não se contenta com explicações sem provas concretas; seus alicerces estão na metodologia e na racionalidade. Análises são fundamentais no processo de construção e síntese que o permeia, isso, aliado às suas demais características, faz do conhecimento científico quase uma antítese do popular.
Conhecimento filosófico: Mais ligado à construção de ideias e conceitos. Busca as verdades do mundo por meio da indagação e do debate; do filosofar. Portanto, de certo modo assemelha-se ao conhecimento científico – por valer-se de uma metodologia experimental -, mas dele distancia-se por tratar de questões imensuráveis, metafísicas. A partir da razão do homem, o conhecimento filosófico prioriza seu olhar sobre a condição humana.
Conhecimento intuitivo: Inato ao ser humano, o conhecimento intuitivo diz respeito à subjetividade. Às nossas percepções do mundo exterior e à racionalidade humana. Manifesta-se de maneira concreta quando, por exemplo, tem-se uma epifania.
Conhecimento teológico: Conhecimento adquirido a partir da fé teológica, é fruto da revelação da divindade. A finalidade do teólogo é provar a existência de Deus e que os textos bíblicos foram escritos mediante inspiração Divina, devendo por isso ser realmente aceitos como verdades absolutas e incontestáveis. A fé pode basear-se em experiências espirituais, históricas, arqueológicas e coletivas que lhe dão sustentação.
O conhecimento teológico, como acima enunciado é fruto da revelação, o que transcende a todas as outras formas pelas quais chegamos a conhecer as coisas, não necessitando nós, nesses casos, da concordância com a percepção dos sentidos ou com os raciocínios da razão.
SOBRE O CONHECIMENTO DE DEUS
1 – Nós de fato conhecemos a Deus?
Creio que não é a resposta que todos devemos dar. Por Quê? Porque o nosso conhecimento de Deus pode ser classificado como conhecimento superficial. Deus é espírito, portanto as várias formas de conhecimento apresentadas como: conhecimento sensorial, intelectual, vulgar/popular, científico, filosófico e intuitivo, não podem nos mostrar o Deus todo poderoso. A única forma que o homem tem pra conhecer a Deus é através da revelação dada pelo próprio Deus. Não se consegue conhecer a Deus através de meios humanos, isto todos nós que conhecemos a palavra sagrada sabemos. Tampouco se pode conhecer a Deus, sem ter tido a experiência do novo nascimento, pois o próprio apostolo Paulo diz que o homem natural não pode compreender as coisas do espírito. (1Corintíos 2.6-16).
2 – Quem é este Deus que não conhecemos?
Os atributos de Deus
Atributos são características pessoais – tais como cor dos olhos, tipo de personalidade, e coisas semelhantes. Os atributos de Deus são sua unidade, espiritualidade, soberania, graça bondade e todas as outras palavras que são usadas na Escritura para nos dizer quem ele é.
Quando falamos dos atributos de Deus, portanto, estamos descrevendo ele, sua glória e as coisas que ele revelou de si mesmo em sua Palavra. Por meio desses atributos, conhecemos quem e o que ele é.
Nunca devemos pensar que os atributos de Deus são apenas uma questão de debate e discussão teológica. Eles são vitalmente importantes para nós. A Escritura mostra isso pelas diferentes palavras que usa para descrever os atributos de Deus.
No Salmo 89:5, a Escritura fala dos atributos de Deus como suas maravilhas. Seus atributos, em outras palavras, nos relevam quão grande e maravilhoso Deus é, e nos faz permanecer diante dele em admiração e assombro.
O Salmo 78:4 chama os atributos de Deus de os seus louvores. Dessa palavra aprendemos a razão para a revelação de seus atributos: para que possamos louvá-lo e adorá-lo para sempre. Se a igreja hoje não honra a Deus como deveria, isso é somente porque ela não o conhece como deveria.
O Salmo 78 também diz que é por meio do conhecimento dos atributos de Deus que as gerações vindouras colocarão sua esperança em Deus, e não esquecerão suas obras, mas guardarão os seus mandamentos (v. 4-8). Possa Deus conceder tais gerações à Igreja, restaurando nas igrejas o conhecimento de Deus e especialmente dos seus atributos.
  • Atributos incomunicáveis
  • Aseidade;
  • Imutabilidade;
  • Infinitude;
  • Eternidade (infinitude aplicada ao tempo);
  • Imensidão (infinitude aplicada ao espaço);
  • Simplicidade;
  • Onipotência;
  • Onipresença;
  • Onisciência.
  • Atributos comunicáveis
  • Conhecimento;
  • Bondade;
  • Amor;
  • Santidade;
  • Justiça;
  • Verdade;
  • Soberania;
  • Vontade.
OS ATRIBUTOS MORAIS DE DEUS (comunicáveis, ou seja, que podem ser estendidos ao ser humano)
1-BONDADE DE DEUS. Esta geralmente é tratada como uma concepção genérica, incluindo diversas variedades que se distinguem de acordo com os seus objetos. Não se deve confundir a bondade de Deus com Sua benevolência, que é um conceito mais restrito. Falamos que uma coisa é boa quando ela corresponde em todas as suas partes ao ideal. Daí, em nossa atribuição de bondade de Deus, a idéia fundamental é que Ele é, em todos os aspectos e por todos os modos, tudo aquilo que deve ser como Deus, e, portanto, corresponde perfeitamente ao ideal expresso pela palavra “Deus”. Ele é bom na acepção metafísica da palavra, é perfeição absoluta e felicidade perfeita em Si esmo. É neste sentido que Jesus disse ao homem de posição: “Ninguém é bom senão um só, que é Deus”, Mc 10.18; Lc 18.18, 19.
Mas, desde que Deus é bom em Si mesmo, é também bom para as Suas criaturas e, portanto, pode ser chamado a fons omnium bonorum. Ele é a fonte de todo bem, e assim é apresentado de várias maneiras na Bíblia toda. O poeta canta: “Pois em ti está o manancial da vida; na tua luz vemos a luz”, Sl 36.9. Todas as boas coisas que as criaturas fruem no presente e esperam no futuro, fluem para elas deste manancial inexaurível. E não somente isso, mas Deus é também o summum bonum, o sumo bem, para todas as Suas criaturas, embora em diferentes graus e na medida em que correspondem ao propósito da sua existência. Na presente conexão, naturalmente damos ênfase à bondade ética de Deus e a seus diferentes aspectos, como determinados pela natureza dos seus objetos.
a. A bondade de Deus para com Suas criaturas em geral. Esta pode ser definida como a perfeição de Deus que O leva a tratar benévola e generosamente todas as Suas criaturas. É a afeição que o Criador sente para com as Suas criaturas dotadas de sensibilidade consciente como tais. O salmista a exalta com as bem conhecidas palavras: “O Senhor é bom para todos, e as suas ternas misericórdias permeiam todas as suas obras… Em ti esperam os olhos de todos, e tu, a seu tempo, lhes dás o alimento. Abres a tua mão e satisfazes de benevolência a todo vivente”, Sl 145.9, 15, 16. Este benévolo interesse de Deus é revelado em Seu cuidado pelo bem-estar da criatura e corresponde à natureza e às circunstâncias da criatura. Varia naturalmente em grau, de acordo com a capacidade que os seus objetos têm de recebê-lo. E embora não se restrinja aos crentes, somente estes manifestam apropriada apreciação das bênçãos que dela provêm, desejo de usá-las no serviço do seu Deus e, assim, desfrutam-na em medida mais rica e mais completa. A Bíblia refere-se a esta bondade de Deus em muitas passagens, como Sl 36.6; 104.21; Mt 5.45; 6.26; Lc 6.35; At 14.17.
b. O amor de Deus. Quando a bondade de Deus é exercida para com as Suas criaturas racionais, assume o caráter mais elevado de amor, e ainda se pode distinguir este amor de acordo com os objetos aos quais se limita. Em distinção da bondade de Deus em geral, o Seu amor pode ser definido como a perfeição de Deus pela qual Ele é movido eternamente à Sua própria comunicação. Desde que Deus é absolutamente bom em Si mesmo, Seu amor não pode achar completa satisfação em nenhum objeto falto de perfeição absoluta. Ele ama as Suas criaturas racionais por amor a Si mesmo, ou, para expressá-lo doutra forma, neles Ele se ama a Si mesmo, Suas virtudes, Sua obra e Seus dons. Ele nem mesmo retira completamente o Seu amor do pecador em seu estado pecaminoso atual, apesar de que o pecado deste é uma abominação para Ele, visto que, mesmo no pecador, Ele reconhece um portador da Sua imagem. Jo 3.16; Mt 5.44, 45. Ao mesmo tempo, Ele ama os crentes com amor especial, dado que os vê como Seus filhos espirituais em Cristo. É a estes que Ele se comunica no sentido mais rico e mais completo, com toda a plenitude da Sua graça e misericórdia. Jo 16.27; Rm 5.8; 1 Jo 3.1.
c. A graça de Deus. A significativa palavra “graça” é uma tradução do termo hebraico chanan e do grego charis. Segundo a Escritura, é manifestada não só por Deus, mas também pelos homens, caso em que denota o favor de um homem a outro, Gn 33.8, 10, 18; 39.4; 47.25; Rt 2.2; 1 Sm 1.18; 16.22. Nestes casos não implica necessariamente que o favor é imerecido. Em geral se pode dizer, porém, que a graça é a concessão de bondade a alguém que não tem nenhum direito a ela. É este particularmente o caso em que a graça a que se faz referência é a graça de Deus. Seu amor ao ser humano é sempre imerecido e, quando mostrado a pecadores, estes são até privados dele. A Bíblia geralmente emprega apalavra para indicar a imerecida bondade ou amor de Deus aos que perderam o direito a ela e, por natureza, estão sob a sentença de condenação. A graça de Deus é a fonte de todas as bênçãos espirituais concedidas aos pecadores. Como tal, lemos a seu respeito em Ef 1. 6.7; 2.7-9; Tt 2.11; 3.4-7. Embora a Bíblia fale muitas vezes da graça de Deus como graça salvadora, também faz menção dela num sentido mais amplo, como em Is 26.10; Jr 16.13. A graça de Deus é da maior significação prática para os pecadores. É pela graça que o caminho da redenção foi aberto para eles, Rm 3.24; 2 Co 8.9, e que a mensagem da redenção foi levada ao mundo, At 14.3. pela graça os pecadores recebem o dom de Deus em Jesus Cristo, At 18.27; Ef 2.8. Pela graça eles são justificados, Rm 3.24; 4.16; Tt 3.7, são enriquecidos de bênçãos espirituais, Jo 1,16; 2 Co 8.9; 2 Ts 2.16, e finalmente herdam a salvação, Ef 2.8; Tt 2.11. Vendo-se absolutamente sem méritos próprios ficam na total dependência da graça de Deus em Cristo. No modernismo teológico, com sua crença na bondade inerente do homem e em sua capacidade de bastar-se a si próprio, a doutrina da salvação pela graça tornou-se praticamente um “acorde perdido”, e mesmo a palavra “graça” foi esvaziada de toda significação espiritual e desapareceu dos discursos religiosos. Só foi conservada no sentido de “graciosidade”, coisa inteiramente externa. Felizmente há algumas evidências de uma renovada ênfase ao pecado, e de uma recém-despertada consciência da necessidade da graça divina.
d. A misericórdia de Deus. Outro importante aspecto da bondade e amor de Deus é a Sua misericórdia ou terna compaixão. A palavra hebraica mais geralmente empregada para esta perfeição é chesed. Há outra palavra, porém, que expressa uma terna e profunda compaixão, a saber, a palavra racham, às vezes lindamente traduzida por “terna misericórdia”. A Septuaginta e o Novo Testamento empregam a palavra grega eleos para designar a misericórdia de Deus. Se a graça de Deus vê o homem como culpado diante de Deus e, portanto, necessitado de perdão, a misericórdia de Deus o vê como um ser que está suportando as conseqüências do pecado, que se acha em lastimável condição, e que, portanto, necessita do socorro divino. Pode-se definir a misericórdia divina como a bondade ou amor de Deus demonstrado para com os que se acham na miséria ou na desgraça, independentemente dos seus méritos.
Em Sua misericórdia Deus se revela um Deus compassivo, que tem pena dos que se acham na miséria e está sempre pronto a aliviar a sua desgraça. Esta misericórdia é generosa, Dt 5.10; Sl 57.10; 86.5, e os poetas de Israel se dedicam em entoar canções descrevendo-a como duradoura e eterna, 1 Cr 16.34; 2 Cr 7.6; Sl 136; Ed 3.11. No Novo Testamento é muitas vezes mencionada ao lado da graça de Deus, especialmente nas saudações, 1 Tm 1.2; 2 Tm 1.1; Tt 1.4. Repetidamente se nos diz que essa perfeição divina é demonstrada para com os que temem a Deus, ex 20.2; Dt 7.9; Sl 86.5; Lc 1.50. Não significa, porém, que se limita a eles, conquanto a desfrutem em medida especial. As ternas misericórdias de Deus estão sobre todas as Suas obras, Sl 145.9, e até os que não O temem compartilham delas, Ez 18.23, 32; 33.11; Lc 6.35, 36. Não se pode apresentar a misericórdia de Deus como oposta à Sua justiça. Ela é exercida somente em harmonia com a mais estrita justiça de Deus, em vista dos méritos de Jesus Cristo. Outros termos empregados para expressar a misericórdia de Deus são “piedade”, “compaixão”, “benignidade”.
e. A longanimidade de Deus. A longanimidade de Deus é ainda outro aspecto da Sua grande bondade ou amor. O hebraico emprega a expressão ‘erek ‘aph, que significa literalmente “grande de rosto” e daí também “lento para a ira”, enquanto que o grego expressa a mesma idéia com a palavra makrothymia. É o aspecto da bondade ou amor de Deus em virtude do qual Ele tolera os rebeldes e maus, a despeito da sua prolongada desobediência. No exercício deste atributo o pecador é visto como permanecendo em pecado, não obstante as admoestações e advertências que lhe vêm. Revela-se no adiantamento do merecido julgamento. A Escritura fala da longanimidade de Deus em Êx 34.6; Sl 86.15; Rm 2.4; 1 Pe 3.20; 2 Pe 3.15. Um termo sinônimo, com uma conotação ligeiramente diversa, é a palavra “paciência”.
2. A SANTIDADE DE DEUS. A palavra hebraica para “ser santo”, qadash, deriva da raiz qad, que significa cortar ou separar. É uma das palavras religiosas mais proeminentes do Velho Testamento, e é aplicada primariamente a Deus. A mesma idéia é comunicada pelas palavras hagiazo e hagios, no Novo Testamento. Disto já se vê que não é correto pensar na santidade primariamente como uma qualidade moral ou religiosa, como geralmente se faz. Sua idéia fundamental é a de uma posição ou relação existente entre Deus e uma pessoa ou coisa.
a. Sua natureza. A idéia escriturística da santidade de Deus é dupla. Em sentido original denota que Ele é absolutamente distinto de todas as Suas criaturas, e é exaltado acima delas em majestade infinita. Assim entendida, a santidade de Deus é um dos Seus atributos transcendentais e às vezes é mencionada como a Sua perfeição central e suprema. Não parece próprio falar de um atributo de Deus como sendo mais central e mais fundamental que outro; mas, se fosse permissível isto, a ênfase da Escritura à santidade de Deus pareceria justificar a sua escolha. Contudo, é evidente que, neste sentido da palavra, a santidade não é realmente um atributo moral, que possa ser coordenado com outros, como o amor, a graça e a misericórdia, mas é antes uma coisa de amplitude igual à de todos os predicados de Deus e a eles aplicável. Ele é santo em tudo aquilo que O revela, em Sua graça e bondade como também em Sua ira e justiça. Pode-se-lhe chamar “majestade-santidade” de Deus e passagens como ex 15.11; 1 Sm 2.2; Is 57.15 e Os 11.9 se referem a ela. É a santidade de Deus que Otto, em sua importante obra sobre o Santo (Das Heilige), considera como aquilo que é mais essencial em Deus, e que ele designa como “o numinoso”. Ele a considera como parte do não-racional em Deus, em que não se pode pensar conceitualmente, e que inclui idéias como “inacessibilidade absoluta” e “domínio absoluto” ou “majestade temível”. Desperta no homem um sentimento de nulidade absoluta, uma “consciência” ou “sentimento de condição de criatura” que leva a um auto-rebaixamento absoluto.
Mas a santidade de Deus tem também um aspecto especificamente ético na Escritura, e é neste seu aspecto que estamos mais interessados nesta conexão. A idéia ética da santidade divina não pode ser dissociada da idéia da majestade-santidade de Deus. Aquela se desenvolve a partir desta. A idéia fundamental da santidade ética de Deus também é a de separação, mas, neste caso, a separação é do mal moral, isto é, do pecado. Em virtude da sua santidade, Deus não pode ter comunhão com o pecado, Jô 34.10; Hc 1.13. Empregada neste sentido, a palavra “santidade” indica a pureza majestosa de Deus, ou a Sua majestade ética. Mas a idéia de santidade não é meramente negativa (separação do pecado); tem igualmente um conteúdo positivo, a saber, o de excelência moral, ou perfeição ética. Se o homem reage à santidade majestosa de Deus com um sentimento de completa insignificância e temor, sua reação à santidade ética revela-se num senso de impureza, numa consciência de pecado, Is 6.5. Otto reconhece também este elemento na santidade de Deus, embora acentue o outro, e a respeito da resposta ele diz: “O simples temor, a simples necessidade de refúgio face ao ‘tremendum’, elevou-se aqui ao sentimento de que o homem, em sua condição de ‘profano’, não é digno de ficar na presença do Santo, e de que a sua inteira indignidade pessoal poderia contaminar até mesmo a própria santidade”. Esta santidade ética de Deus pode ser definida como a perfeição de Deus, em virtude da qual Ele eternamente quer manter e mantém a Sua excelência moral, aborrece o pecado, e exige pureza moral em Suas criaturas.
b. Sua manifestação. A santidade de Deus é revelada na lei moral implantada no coração do homem e que fala por meio da consciência e, mais particularmente, na revelação especial de Deus. Se expressa pro eminentemente na lei dada a Israel. Essa lei, em todos os seus aspectos, foi planejada para imprimir em Israel a idéia da santidade de Deus, e para levá-lo a sentir fortemente a necessidade de levar vida santa. A este propósito atendem símbolos e tipos como a nação, a terra santa, a cidade santa, o lugar santo e o sacerdócio santo. Além disso, foi revelada na maneira como Deus recompensava a observância da lei e visitava os transgressores com terríveis punições. A suprema revelação da santidade de Deus foi dada em Jesus Cristo, que é chamado “o Santo e o Justo”, At 3.14. Ele refletiu em Sua vida a perfeita santidade de Deus. Finalmente, a santidade de Deus é também revelada na Igreja como o corpo de Cristo. É um fato notável, para o qual muitas vezes se chama a atenção, que se atribui santidade a Deus com muito maior freqüência no Velho Testamento que no Novo, conquanto isto seja feito ocasionalmente no Novo Testamento, Jo 17.11; 1 Pe 1.16; Ap 4.8; 6.10. Isto se deve provavelmente ao fato de que o Novo Testamento destina mais particularmente o termo para qualificar a terceira Pessoa da Trindade Santa como Aquele cuja tarefa especial, na economia da redenção, consiste em comunicar santidade ao Seu povo.
3. A JUSTIÇA DE DEUS. Este atributo relaciona-se estreitamente com o da santidade de Deus. Shedd fala da justiça de Deus como “um modo de Sua santidade”, e Strong lhe chama simplesmente “santidade transitiva”. Contudo, estes termos só se aplicam à geralmente denominada justiça relativa de Deus, em distinção de Sua justiça absoluta.
a. A idéia fundamental de justiça. A idéia fundamental de justiça é a de estrito apego à lei. Entre os homens ela pressupõe que há uma lei à qual eles devem ajustar-se. Às vezes se diz que não podemos falar de justiça em Deus, porque não há lei à qual Ele esteja sujeito. Mas, embora não haja lei acima de Deus, certamente há uma lei na própria natureza de Deus, e esta constitui o mais elevado padrão possível, pelo qual todas as outras leis são julgadas. Geralmente se faz distinção entre a justiça absoluta de Deus e a relativa. Aquela é a retidão da natureza divina, em virtude da qual Deus é infinitamente reto em Si mesmo, enquanto que esta é a perfeição de Deus pela qual Ele se mantém contra toda violação da Sua santidade e mostra, em tudo e por tudo, que Ele é Santo. É a esta retidão que o termo “justiça” se aplica mais particularmente. A justiça se manifesta especialmente em dar a cada homem o que lhe é devido, em tratá-lo de acordo com os seus merecimentos. A inerente retidão de Deus é naturalmente básica para a retidão que Ele revela no trato de Suas criaturas, mas é especialmente esta última, também denominada justiça de Deus, que requer especial consideração aqui. Os termos hebraicos para “justo” e “justiça” são tsaddik, tsedhek e tsedhakah, e os termos gregos correspondentes são dikaios e dikaiosyne, todos os quais contêm a idéia de conformidade a um padrão. Esta perfeição é repetidamente atribuída a Deus na Escritura, Ed 9.15; Ne 9.8; Sl 119.137; 145.17; Jr 12.1; Lm 1.18, Dn 9.14; Jo 17.25; 2 Tm 4.8; 1 Jo 2.29; 3.7; Ap 16.5.
b. Distinções aplicadas à justiça de Deus. Há em primeiro lugar uma justiça rectoral de Deus. Esta justiça, como está implícita no nome, é a retidão que Deus manifesta como o Governador que exerce domínio tanto sobre o bem como sobre o mal. Em virtude de Sua justiça rectoral, Deus instituiu um governo moral no mundo, e impôs ao homem uma lei justa, com promessas de recompensa ao obediente e ameaças de punição ao transgressor. No Velho Testamento Deus sobressai pro eminentemente como o Legislador de Israel, Is 33.11, e do povo em geral, Tg 4.12, e Suas leis são justas, Dt 4.8. A Bíblia refere-se a esta obra rectoral de Deus também em Sl 99.4 e Rm 1.32.
Estreitamente relacionada com a justiça rectoral de Deus está a Sua justiça distributiva. Este termo habitualmente serve para designar a retidão de Deus na execução da lei, e se relaciona com a distribuição de recompensas e punições, Is 3.10, 11; Rm 2.6; 1 Pe 1.17. É de duas classes:
(1) Justiça remunerativa, que se manifesta na distribuição de recompensas a homens e anjos, Dt 7.9, 12, 13; 2 Cr 6.16; Sl 58.11; Mq 7.20; Mt 25.21, 34; Rm 2.7; Hb 11.26. É realmente uma expressão do amor divino distribuindo a Sua generosidade, não com base em méritos propriamente ditos, pois a criatura não pode dar prova de nenhum mérito absoluto diante do Criador, mas segundo promessa e acordo, Lc 17.10; 1 Co 4.7. As recompensas de Deus são fruto da sua graça e decorrem de uma relação pactual estabelecida por ele.
(2) Justiça retributiva, que se relaciona com a imposição de castigos. É uma expressão da ira divina. Enquanto que num mundo isento de pecado não haveria lugar para a sua aplicação, necessariamente tem proeminente lugar num mundo cheio de pecado. A Bíblia em geral dá mais ênfase à recompensa dos justos que à punição dos ímpios; mas mesmo esta é bastante proeminente, Rm 1.32; 12.19; 2 Ts 1.8, e muitas outras passagens.
Deve-se notar que, ao passo que o homem não merece a recompensa que recebe, merece a punição que lhe é dada. A justiça divina está originária e necessariamente obrigada a punir o mal, não porém a recompensar o bem, Lc 17.10; 1 Co 4.7; Jo 41.11. Muitos negam a estrita justiça punitiva de Deus e alegam que Deus pune o pecador para reformá-lo, ou para dissuadir outros de pecar; mas estas posições não são sustentáveis. O propósito primordial da punição do pecado é a manutenção do direito e da justiça. É certo que ela pode, incidentalmente, servir para reformar o pecador e impedir que outros pequem, e, secundariamente, isso pode estar incluído em seus propósitos.
ATRIBUTOS DE DEUS, QUE SÃO INCOMUNICÁVEIS
SIMPLICIDADE divina, na teologia é o atributo segundo o qual Deus não é constituído de partes. O conceito de simplicidade divina pode ser descrito da seguinte forma: o ser de Deus é idêntico aos seus atributos. Em outras palavras, características como onipresença, bondade, amor, eternidade, e outras, são idênticas ao ser divino e não qualidades que o definem.
ONIPOTÊNCIA designa a propriedade de um ser capaz de fazer tudo. É comum a utilização deste termo para designar o poder de Deus, nas religiões judaica, cristã e muçulmana. Na mitologia grega era atribuída aos deuses criadores (primordiais), junto da Onisciência e Onipresença.
A Onipotência é um dos atributos incomunicáveis do ser divino. Diz-se incomunicável, pois se refere a um atributo constituinte da natureza mesma de Deus, diferente dos chamados “atributos comunicáveis”, tais como amor, sabedoria, santidade, os quais podem ser comunicados e compartilhados pelas suas criaturas.
A onipotência de Deus é aquela perfeição divina pela qual Deus pode, pelo mero exercício de sua vontade, realizar tudo quanto Ele resolve levar a efeito, Salmos 115.3. A questão não é o que Deus pode fazer, mas o que Ele quer fazer.
Deus não usa todo seu poder – Ele poderia fazer mais do que fez, se quisesse, ou fazer, se quiser. Ele tem poder sobre seu próprio poder.
ONIPRESENÇA é a capacidade de estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Em teologia, a onipresença é um atributo divino segundo o qual Deus está presente em todos os pontos da criação. Em conjunto à simplicidade divina, pode-se dizer que Deus está totalmente presente em cada ponto do universo.
“Deus é ilimitado quanto ao espaço. Não tem tamanho nem dimensões espaciais e está presente em cada ponto do espaço com todo o seu ser; ele, porém, age de modos diversos em lugares diferentes.”
Deus está presente em todo lugar – (Jer 23: 23-24; Sl. 139:7-8), com todo o seu Ser – (Atos 17 :28).
Nele tudo subsiste – (Colossenses 1: 17)
Deus não tem dimensões espaciais – ( 1 Reis 8:27; Isaías 66:1-2; Atos 7:48)
Deus pode estar presente para: punir (Amós 9:1-4) ; sustentar (Col. 1:17); abençoar ( Sl 16:11; João 14:23)
ONISCIÊNCIA é a capacidade de saber tudo infinitamente (ad infinitum), incluindo pensamentos, sentimentos, vida, passado, presente, futuro, e todo universo, etc.
A onisciência é um conceito vastamente aplicado nas artes, como na literatura e em produções cinematográficas. Na maioria das religiões monoteístas esta habilidade extraordinária é tipicamente atribuída a um único Deus supremo, onde o conceito da onisciência se mantêm tradicionalmente como uma verdade absoluta (i.e no cristianismo e no islamismo).
Deus conhece todo o universo criado – matéria e espírito – na sua vastidão inconcebível, complexidade, a minúcia de suas partes, a sutileza dos pensamentos, a volição. Conhece tanto o possível como o real, existente, como se lê na Bíblia Sagrada, Isaías 48.18; o futuro como o presente está na sua presença, Salmos 139. 2-4, Salmos 147.3e4.
ASSEIDADE (do latim a se, “por si) ou asseidade (forma não-preferível) é atributo divino essencial e fundamental, que consiste precisamente em derivar sua existência de si mesmo, ou, identicamente, existir por si próprio, sem qualquer nexo exigível ou necessário de causalidade e efetividade, e vem a ser, na compreensão teológica, prerrogativa exclusiva de Deus, em razão do que é um dos atributos incomunicáveis.
VIVACIDADE- O Deus bíblico se nos apresenta como Deus vivo. Dezenas de incidências do equivalente à expressão ´´Deus vivo´´ ou ´´assim como Eu vivo´´ aparecem na Bíblia, como mensagem direta de Deus ou por mensagem indireta de profetas ou apóstolos.
MATERIALIDADE – É conseqüência da vivacidade.
INDEPENDÊNCIA – “Deus não precisa de nós nem do restante da criação para nada; porém, tanto nós quanto o restante da criação podemos glorificá-Lo e dar-lhe alegria.” (Atos 17.24-25; Jó 41.11; Salmo 50.10-11)
É possível que Deus tenha criado os seres humanos porque se sentia só e precisava da companhia de outras pessoas? Caso a resposta seja positiva, Deus necessitaria criar pessoas para ser plenamente feliz ou realizado em sua existência individual; o que contraria o ensino bíblico em João 17:5 e 24, quando há uma indicação de um compartilhamento de glória entre Pai e Filho e uma expressão evidente de amor e comunicação, antes mesmo da criação. Mas, se Deus, por sua independência e suficiência própria, não precisa de nós para nada, então qual a nossa importância afinal? E a criação para que serve? Em Seu pleno exercício de liberdade, Deus determinou a nossa importância escolhendo nos criar para glorificá-LO. (Is. 43:7; Efésios 1:11-12; Apoc. 4:11; Is 62:3-5). O espantoso em nossa existência é que, sem precisar de nós, Ele escolheu deleitar-se conosco e nos permite dar alegria ao seu coração. (Sofonias 3:17). Isso nos faz importantes do jeito mais sublime.
UNIDADE – “Deus não está dividido em partes; porém, percebemos atributos diversos deDeus enfatizados em momentos diferentes”. Embora as escrituras falem dos atributos de Deus, não destaca um deles como mais importante que outros. Por exemplo: Deus é amor (1 João 4:8), Deus é luz (1 João 1:15). No entanto, não significa que parte de Deus é amor e parte de Deus é luz, Ele é todo amor, todo luz.
IMUTABILIDADE OU INALTERABILIDADE – “Deus é imutável no seu ser, nas suas perfeições, nos seus propósitos e nas suas promessas; porém, Deus age e sente emoções, e age e sente de modos diversos diante de situações diferentes.”
1. Evidências Bíblicas: (Salmo 102:25-25; Malaquias 3:6; Tiago1:17) Deus é anterior a todas as coisas e existirá muito depois de todas elas, Ele faz mudar o universo mas, contrastando com essa mudança, “Ele é o mesmo”. Ele é imutável, com respeito ao seu “Ser” e com respeito às suas “perfeições”, ou seja, em seus atributos e seu caráter ele é imutável (Números 23:19 cf. I Samuel 15:29).
2. A Importância da Imutabilidade Divina: Se Deus não é imutável, então todo fundamento de nossa fé começa a ruir e nosso entendimento do universo desmorona, porque nossa fé, esperança e nosso conhecimento, dependem, em última análise de uma pessoa infinitamente digna de confiança; pois é absoluta e eternamente imutável no seu ser, nas suas perfeições, nos seus propósitos e nas suas promessas.
ETERNIDADE OU INFINITUDE DIVINA  “Deus não tem princípio nem fim nem sucessão de momentos no seu próprio ser, e percebe todo tempo com igual realismo; ele, porém, percebemos acontecimentos no tempo e age no tempo, ou seja: o tempo não impõe limites a Deus.”
O tempo não muda para Deus; não tem efeito sobre seu ser, suas perfeições, seus propósitos, suas promessas; não exerce influência sobre o conhecimento divino; nada lhe acrescenta ou subtrai. Ele jamais aprende coisas novas ou esquece.
1. Deus é Eterno no Seu Próprio Ser. (Sl. 90:2; Jó 36:26; Apoc 1:8 e 4:8)
Jesus afirma sua eternidade em João 8:58 quando diz: “Antes que Abraão existisse, EU SOU. Reafirmação esta do nome de Deus (Ex 3:14) “Eu Sou o que Sou” nome que implica em contínua existência presente.
1 – Deus Percebe todo Tempo com Igual Realismo (Salmo 90:4 e II Pedro 3:8) – Sua vivência não experimenta uma sucessão de momentos. È como se esse dia jamais terminasse, mas estivesse sempre sendo vivido, logo Deus tem uma vivência ‘qualitativamente distinta’ do tempo em comparação conosco. (Isaías 46:9-10). De algum modo Deus permanece acima do tempo e é capaz de vê-lo todo como presente na sua consciência.
2 – Deus Percebe os Acontecimentos no Tempo e Age no Tempo (Gálatas 4:4-5). No tempo oportuno! Atos 17: 30-31 é uma descrição de uma ação anterior no seu modo de agir, uma ação no presente e outra no futuro, tudo no tempo.
3 – Sempre Existiremos no tempo – (Apocalipse 22:5) – Experimentaremos vida eterna não como uma reprodução do atributo divino de eternidade, mas numa duração infindável de tempo; vivenciaremos plenitude de alegria na presença de Deus quando nossa vida com ele continuará para sempre.
É importante concluir este estudo, destacando que,
  • O ser divino não é uma coleção de atributos reunidos.
  • Os atributos não são acréscimos ao seu verdadeiro ser.
  • Cada um dos diferentes atributos divinos é simplesmente uma forma de descrever um aspecto do caráter ou ser total de Deus. Há uma unicidade, uma pessoa integral, unificada, integrada e infinitamente perfeita em todos esses atributos.
Questões para reflexão e aprofundamento:
1. Vimos que em sua independência, Deus não precisa de nós para nada. Isso nos torna insignificantes? Por quê? Como isso afeta sua vida?
2. Como considerar acerca da imutabilidade do caráter divino pode transformar a minha vida cotidiana e o meu relacionamento com Ele?
3. Reflita sobre a unidade do caráter divino e então compartilhe como você percebe a bondade e a severidade (justiça) de Deus? Romanos 11: 22-23
4. Como a consciência de que Deus está presente em todo lugar (onipresença), e conhece todas as coisas (onisciência), pode influenciar o seu modo de viver e de se relacionar com Ele e com os outros? Salmo 139
Fontes Referenciais:
Louis Berkhof, Teologia Sistemática, Editora Cultura Cristã.
A Bíblia Anotada
www.monergismo.com
GRUDEN, Wayne. Teologia Sistemática. Ed.Vida Nova.
Retirado: http://marceloebed.blogspot.com.br/

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