Eu Posso Me Divorciar Para Casar Novamente Sendo Cristão?

Em toda a Bíblia encontramos relacionamentos sexuais diversos; encontramos relacionamento entre pessoas de sangue (relação sexual entre familiares), relacionamento heterossexual (relacionamento sexual entre um homem e uma mulher), relacionamento homossexual (relacionamento sexual entre pessoas do mesmo sexo), fornicação (relação sexual entre solteiros), adultério (relação sexual entre uma pessoa casada com outra pessoa, tanto solteira como casada).

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Por que alguns cristãos querem se divorciar? Os crentes hoje querem se divorciar pelo mesmo motivo que o povo de Israel descrito na Bíblia, por causa da rejeição ao Reino de Deus. Cada vez mais os crentes tem se tornado carnais e materialistas, e mergulhados em seus pecados, procuram sustentar suas decisões dando ouvidos a lideres e mestres que apoiam o divórcio por qualquer motivo e a realização de uma segundo casamento. O apóstolo Paulo escrevendo para Timóteo em 2ª Timóteo 4: 3 “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências”. Muitos acreditam que ao falar de divórcio Jesus estava apenas fazendo uma interpretação da Lei que Moisés havia deixado para Israel, mas na verdade, Ele estava ab-rogando a interpretação dos falsos mestres da Torá e incluindo uma ementa a Constituição Universal, a Palavra de Deus. Segundo Martyn Lloyd Jones[1], Jesus, na verdade, não estava opondo seus pensamentos com a Lei que Moisés havia deixado. Jones esclarece que o contexto em que Jesus discute com os fariseus é marcado pela inserção de seu Reino em contraste com o ensino da lei de Deus, a qual fora dada por intermédio de Moisés ao povo de Israel”. E Jesus esclarece que não veio ab-rogar a Torá, mas veio realizar seu cumprimento. Nesse contexto, Jesus apresenta uma diferença nas expressões (“Também foi dito… Eu, porém, vos digo”), não entre seu ensino e a Torá, mas entre seu ensino (Jesus) e a falsa exegese dos escribas e fariseus. Explicação de Mc 10: 2-12 e Mateus 19: 3-12 É muito importante notarmos nesses textos que Jesus estava sendo interrogado pelos religiosos, que experimentavam Jesus com esses assuntos polêmicos com o objetivo de encontrar nas palavras de Cristo algo com o qual pudessem calúnia-lo e até conseguirem a prisão e execução do mestre. Percebam que Jesus é questionado a respeito da carta de divórcio, que fora instituída por Moisés. Os religiosos perguntam para Jesus se era permitido dar carta de divórcio para os homens que queriam casar novamente. Em primeiro lugar devemos entender com quem Jesus estava falando, uma coisa é texto mencionar Jesus está falando para quem possui conhecimento de Deus, e outra totalmente diferente é tentarmos aplicar esse texto para aqueles que não são crentes e portanto não conhecem a Deus. Fica claro que essas passagens são direcionadas para o povo do reino, ou seja, para todos os cristãos. Não podemos aplicar esse texto para os que não são convertidos, isso seria um absurdo. Nessas passagens, Jesus deixa bem claro que o propósito original para o homem é que ele casasse uma única vez, e que esse casamento jamais foi dissolvido por um dos cônjuges. Depois Jesus inclui uma ementa soberana na questão do divórcio, Ele de maneira explicita e contundente informa que somente quando houver o pecado de prostituição entre um dos cônjuges, é que então ocorrerá o divórcio, caso a parte ofendida não queira perdoar. Que fique bem claro para nós cristãos moderno, que Jesus não estava defendendo nessas passagens a possibilidade de alguém que enjoou de seu parceiro(a) a possibilidade de descartá-lo(a) para contrair um novo matrimônio. Isso já era praticado pelos homens israelitas, e foi justamente essa pratica que Jesus condenou. P.S:

Continuaremos em um próximo post.

[1] JONES, Martin Llyoid. Estudos no Sermão do Monte. São José dos Campos: Editora Fiel, 1999, pg. 241.

Um comentário sobre “Eu Posso Me Divorciar Para Casar Novamente Sendo Cristão?

  1. DIVÓRCIO (Um pequeno comentário, 17/9/16-sábado)
    Bom dia, irmão Luiz Flávio.
    Gosto muito de ler sobre fatos históricos, principalmente sobre assuntos religiosos. Tenho a Bíblia como uma regra de fé e conduta cristã.
    Tenho lido algumas matérias publicadas pelos “Os Bereanos”, e aprendido bastante.
    Resolvi deixar este pequeno comentário a respeito do assunto publicado sob o título:
    “Eu Posso Me Divorciar Para Casar Novamente Sendo Cristão?”
    Destaquei da referida matéria, apenas o trecho abaixo:
    “Ele de maneira explicita e contundente informa que somente quando houver o pecado de prostituição entre um dos cônjuges, é que então ocorrerá o divórcio, caso a parte ofendida não queira perdoar.”
    Na minha interpretação bíblica sobre esse assunto de divórcio, tenho tido outro entendimento dessas passagens das palavras do Mestre Jesus.
    Vi que você interpretou que Jesus disse que a concessão para o divórcio seria “somente quando houver o pecado de prostituição entre um dos cônjuges”.
    Caro irmão, vamos tentar imaginar como seria a cena, caso pudéssemos reconstituir as expressões de Jesus, sobre o que Ele disse em Mc.10.2-12, Mt.19.3-9.
    Se o que você disse acima está correto, que “havendo o pecado de prostituição entre um dos cônjuges”, então, a pergunta que eu faço: De que maneira poderia acontecer esse tipo de pecado de prostituição entre um dos cônjuges, sem que, necessariamente, não seja adultério?
    O que seria esse “pecado de prostituição”?
    Será que as expressões bíblicas estão realmente sendo entendidas por nós, leitores?
    Onde lemos repúdio, estamos certos em entendermos divórcio?
    Onde lemos prostituição, fornicação, relações sexuais ilícitas, estaríamos fazendo uma exegese correta quando entendemos se tratar de adultério?
    O que quero aguçar é o interesse em querer saber mais sobre o que lemos, ouvimos dizer e achamos que temos entendido.
    Imaginemo-nos dentro desse cenário. Se eu e minha esposa fôssemos os protagonistas dessa história, como pode ser que eu tenha praticado algum “pecado de prostituição”, sem que, neste caso, seja um adultério?
    Bem, se o adultério pode ser praticado pelo simples fato de “atentar para uma mulher para a cobiçar” (Mt.5.28), e, conforme a Lei mosaica o adúltero receberia a pena de morte (Lv.20.10; Dt.22.22) – no tempo de Jesus a Lei não havia sido revogada – então, passo para a questão seguinte: a interpretação de que o pecado de prostituição de um dos cônjuges autorizasse o divórcio, não estaria atropelando a correta exegese bíblica?
    Neste caso, esse que praticou o “pecado de prostituição” deveria receber a pena da Lei, e não a autorização para o divórcio.
    Porém, se o que Jesus disse se refere às pessoas que estavam em situação de prostituição, fornicação ou, relações sexuais ilícitas, e não aos casados, então, nesse caso, o homem poderia, sim, REPUDIAR a sua mulher (Mt.19.9; Mc.10.11,12). Estamos falando de pessoas NÃO casadas. A sua mulher aqui não quer dizer a sua esposa, pois o que Deus ajuntou, não o separe o homem (Mt.19.6).
    Observe que em Mt.19.9; Mc.10.11,12 Jesus afirma que “quem REPUDIAR A SUA MULHER comete adultério, se casar com outra”.
    O repúdio não significa o DIVÓRCIO. Também, em Mt.19.9, a exceção não é a prática de prostituição entre casados, e sim, “prostituição, fornicação ou, relações sexuais ilícitas” entre os homens e mulheres que não eram casados e, naquele cenário, estavam vivendo como se fossem (Mt.14.3,4; Lv.20,21); nesse caso, não cabe o divórcio, e sim, o repúdio (que não é o mesmo que divórcio).
    O que Deus uniu (pelo pacto do casamento), e não o homem (pelo ajuntamento, sem a aliança e o cerimonial diante de Deus), quando ficam juntos sem envolvimento, então, o que Deus uniu, “não pode ser separado pelo homem”.
    Em se tratando de adultério, no tempo de Jesus, a pessoa deveria ser apedrejada (Jo.8.7; Lv.20.10; Dt.22.20-22).
    Além do texto e contexto que temos em mãos, precisamos, e muito, do Espírito de Deus para nos guiara a toda a Verdade (Jo.16.13).
    Se analisarmos os textos bíblicos com diligência e afinco, certamente Deus nos trará o esclarecimento (Pv.2.3-10).
    Amigo e irmão em Cristo, longe de pensar que nós humanos iremos esgotar e compreender tudo sobre a Palavra de Deus. Assim como você, também quero me aproximar ao máximo da verdade.
    Por isso, não me interprete como alguém que não aceita as contradições. Pelo contrário, gosto de raciocinar.
    Um abraço, Luiz Castilho.

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